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Ricardo Steindorfer Proença
Desejo um mundo de lida, calma, paz e prosperidade.
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Textos
Os percursos da sensibilidade.
Por vezes, amigos me perguntam de onde vem tanta sensibilidade. São coisas de minha alma, que só ela entende. Busco dar uma explicação, mas as palavras ressoam e tem pouca firmeza, mas quando me despreocupo com as respostas, eis que vem a minha intuição e me dá uma réplica, que diz que são coisas que estão impressas no meu coração.
Quando faço do silêncio o meu caminho, caminho por entre as veredas do pensamento e é nelas que eu encontro o mote, aspiro a pipa, ascendo a pira e me faço luz. Ouço então o canto ao luar, lembro dos momentos filosóficos em Orleans, com o meu amigo Celso e deixo correr o sentimento, discorrendo sobre a dor e a alegria de viver eternamente.
Quem gosta de ser eterno? Saber-se infinito e incomensurável, que a tudo e todos no mundo e fora dele abrange e acontece ininterruptamente, como o espargir de um som pelo tempo, assim como uma onda, um canto que todo encanto nos traz e nos deixa fazer de nós mesmos o símbolo daquilo que buscamos dentro de nós, a eterna felicidade.
É daí que vem esta sensibilidade. Essa percepção de coisas da alma, que com toda calma se faz acontecer. É como fluir da chuva e o movimento das águas. Ou como o explodir de um vulcão. Ainda como o nascer de uma planta, ou o espalhar-se da luz do alvorecer na manhã em flor que nos aquece os olhos e nos faz sentir a vida, em sua pureza e amor.
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Ricardo Steindorfer Proença |
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Publicado em 15/01/2010 às 11h10
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